TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS NEM TODAS AS COISAS CONVÊM…

12 Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.

 I Corintios:6:12

 

 

    O bom senso, a sobriedade nas escolhas da vida e no comportamento, não são questões puramente religiosas, mas também de sobrevivência. Pois, cada escolha ou decisão que tomamos não implica apenas em nossa liberdade e direito individual; somos indivíduos vivendo em sociedade e nosso modo de viver, de agir, nos comportarmos, podem produzir desconforto e até mesmo proporcionalmente consequências desastrosas.

    Fico observando o modelo social e as lutas para destruição de padrões que sustentaram a vida e controlaram os impulsos nocivos dos indivíduos em sociedade (claro que ajustes na configuração são necessários) desde a nossa existência e vejo nisso uma proposta radical que a sociedade e o indivíduo não poderão dar conta das consequências desastrosas. Pois a liberdade excessiva provoca a autodestruição e até mesmo a extinção do ser humano.

    Se não existissem regras ou leis que arregimentasse e delimitasse o ser humano, de modo que o comportamento fluísse sem a orientação dos valores preestabelecidos, não só as pessoas de boa índole também as de má, teriam a mesma liberdade. A prova disso é que mesmo com as leis e regras existentes a violência tem sido predominante em todos os grupos sociais, mesmo entre os nômades e indígenas que por sua vez fazem suas leis, códigos de éticas e hierarquia.

 

A pergunta é:

O que construo com o que destruo?

O que estabeleço com o que proponho?

 

    Os ensinamentos das sagradas escrituras, trazem o modelo coerente de como alterar a configuração social e religiosa tratando o ser humano desde seu íntimo; bastaria dedicar tempo em estudá-la, não simplesmente por um puro sentimento religioso, mas para entender por que esse livro que é tão desprezado pelos que pretendem ser sábios e entendidos, é capaz de transformar a vida de milhares de pessoas. Foi o único livro capaz de demolir as estruturas do papado católico que através da inquisição torturava e matava inocentes. Todos falam de Martinho Lutero e João Calvino, precursores do movimento protestante, que rompeu com o período das trevas, mas ignoram que o Movimento Protestante começou quando Lutero encontrou uma versão da Bíblia – cuja leitura era proibida pelo papado. A partir daí, começou a estudá-la e se deparou com verdades que se opunham a postura do catolicismo romano. Escrevendo suas noventa e cinco teses, confrontou o Papa e o domínio da Igreja, fazendo renascer o perfil cristão da Igreja Primitiva.

    Com isto, os ensinamentos das Sagradas Escrituras nos dão a liberdade de escolha na crença e na conduta social e individual, porém, responsabiliza a cada um por sua escolha.

   As apologias e influências diversas da sociedade atual em sua configuração têm incentivado o ser humano a uma vida desregrada e a utopia da liberdade, pois sem regras para delimitar os comportamentos o mundo estaria propenso ao caos. Quando cito as Sagradas Escrituras não o faço com mero teor religioso que aparentemente se expressa, me refiro aos conceitos nela apresentados que é o modelo sem os enxertos religiosos que produz harmonia, paz e a promessa da eternidade.

    Fazer escolhas, tomar decisões sem medir as consequências, quebrar padrões sem a consciência do que se vai estabelecer, é o mesmo que se expor e expor os outros, (mesmo inconscientemente) a uma tragédia irreversível.

    Estudemos a Bíblia sem preconceitos, pois: ”Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra.” (II Tm 3:16,17)

 

 

 

 

Pr. José Roberto Lira

Print Friendly, PDF & Email

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *